Feijão Verde: Benefícios Nutricionais e Para a Saúde
O feijão verde tem poucas calorias e é rico em compostos naturais que podem ajudá-lo a controlar o açúcar no sangue, a reduzir o colesterol e a combater os radicais livres.
Milos Pokimica
Escrito por: Milos Pokimica
Revisto Clinicamente Por: Dr. Xiùying Wáng, M.D.
Atualizado em 25 de setembro de 2023Principais Conclusões:
- O feijão verde é colhido antes de as vagens secarem e se abrirem.
- Alguns estudos demonstraram que o feijão verde pode reduzir o risco de cancro da mama, do cólon e da próstata, uma vez que possui quantidades elevadas de clorofila, amido resistente, fibras alimentares solúveis e insolúveis e compostos fenólicos (Aquino-Bolaños et al., 2021).
- Outro benefício do feijão verde é que pode ajudar a controlar a diabetes, reduzindo a produção de insulina e os níveis de açúcar no sangue.
- O feijão verde também pode ajudar a melhorar a sua saúde cardiovascular, reduzindo os níveis de colesterol e triglicéridos.
- Uma chávena de feijão verde tem apenas 31 calorias, o que representa menos de 2% da sua ingestão diária de calorias. Destas calorias, 77% provêm de hidratos de carbono, 19% de proteínas e 5% de gorduras.
- O feijão verde pode ser uma boa escolha para fazer dieta, pois pode ajudá-lo a sentir-se cheio e satisfeito com menos calorias.
- Têm uma boa quantidade de vitamina K, uma vitamina lipossolúvel que ajuda na coagulação do sangue e na saúde dos ossos. Também têm alguma vitamina C, no entanto, a vitamina C é sensível ao calor. Após a cozedura, a quantidade de vitamina C restante será insignificante.
- O feijão verde tem cerca de 4 gramas de fibra por chávena, o que corresponde a cerca de 16% da sua dose diária recomendada.
- O índice glicémico (IG) do feijão verde é de 32, o que é considerado baixo de acordo com as normas da Associação Americana de Diabetes.
- A cozedura aumentou o teor de carotenóides (β-caroteno, luteína e zeaxantina) em todos os tipos de feijão verde.
- Os feijões verdes têm geralmente baixo teor de FODMAP.
- O feijão verde tem menos fibras e hidratos de carbono, o que significa que é menos provável que provoque fermentação e gases no intestino grosso.
- Evite comer legumes crus, mesmo que sejam variedades não amadurecidas, como o feijão verde.
- É possível reduzir ou eliminar completamente todos os antinutrientes, demolhando ou germinando primeiro o feijão e depois cozendo-o antes de o consumir. Estes métodos podem desativar ou eliminar a maioria dos fitatos, todas as lectinas e a maioria dos inibidores enzimáticos do feijão, tornando-o mais digerível e nutritivo.
Feijão Verde.
As leguminosas são plantas fantásticas que podem alimentar milhões de pessoas em todo o mundo. Não são apenas deliciosas, mas também nutritivas, pois estão repletas de proteínas, fibras, vitaminas e minerais. As leguminosas também podem ajudar a equilibrar a deficiência de alguns cereais, porque têm aminoácidos essenciais que os cereais não têm. É por isso que muitas pessoas nos países em desenvolvimento confiam nas leguminosas como a sua principal fonte de proteína.
Uma das leguminosas mais importantes do mundo é o feijão. Existem muitos tipos de feijão, mas todos pertencem ao género Phaseolus, que tem até 117 espécies. A maioria destas espécies é originária da região mesoamericana, que é a área entre o México e a América Central. Alguns dos feijões mais populares são o P. vulgaris e o P. coccineus L., que foram domesticados pela primeira vez no oeste do México. Estes feijões encontram-se entre as cinco espécies mais cultivadas e consumidas no México e também entre as três mais consumidas a nível mundial.
Mas os feijões não são apenas bons pelas suas sementes. Também tem vagens comestíveis, conhecidas como feijão verde.
O feijão verde é colhido antes de as vagens secarem e se abrirem.
Podem ter cores diferentes, do amarelo e verde ao vermelho e roxo, consoante a variedade. O feijão verde é muito sumarento porque tem muita água. Também têm minerais, vitamina A, e algumas proteínas e fibras. O feijão verde é classificado como legume e faz parte da alimentação quotidiana de muitas pessoas. Também são ricos em antioxidantesque são substâncias que podem proteger as células de danos. Alguns dos antioxidantes presentes no feijão verde são os ácidos fenólicos, os flavonóides, os lignanos e outros compostos com nomes difíceis de pronunciar.
Benefícios para a saúde.
Estes antioxidantes podem fazer coisas fantásticas pela sua saúde. Por exemplo, eles podem ajudar a prevenir ou retardar o crescimento de Câncer células do seu corpo. Podem também lutar contra bactérias, vírus, espasmos e inflamações.
Alguns estudos demonstraram que o feijão verde pode reduzir o risco de cancro da mama, do cólon e da próstata, uma vez que possui quantidades elevadas de clorofila, amido resistente, fibras alimentares solúveis e insolúveis e compostos fenólicos (Aquino-Bolaños et al., 2021).
A clorofila é um pigmento que lhes dá a sua cor verde e os ajuda a produzir oxigénio. A clorofila pode ligar-se a carcinogéneos, que são substâncias que podem causar cancro, e impedir que cheguem às células. É utilizada em detoxification como um dos principais suplementos. Contêm também flavonóides, que são um tipo de composto fenólico com propriedades anti-inflamatórias e anti-cancerígenas. Os flavonóides podem modular a atividade de enzimas e hormonas que estão envolvidas no desenvolvimento e progressão do cancro.
Outro benefício do feijão verde é que pode ajudar a controlar a diabetes, reduzindo a produção de insulina e os níveis de açúcar no sangue.
Isto deve-se ao facto de terem muita fibra, o que atrasa a digestão dos hidratos de carbono. Algumas pessoas com diabetes podem até reduzir a sua necessidade de insulina em até 40% comendo feijão verde regularmente.
O feijão verde pode ajudá-lo a prevenir ou controlar a diabetes, regulando os seus níveis de açúcar no sangue. Contêm amido resistente e fibras solúveis e insolúveis, que podem retardar a digestão e a absorção de hidratos de carbono e reduzir os picos de insulina e glicose na corrente sanguínea. Também contêm compostos fenólicos, que são antioxidantes que podem proteger as células do stress oxidativo e da inflamação causada por níveis elevados de açúcar no sangue.
O feijão verde também pode ajudar a melhorar a sua saúde cardiovascular, reduzindo os níveis de colesterol e triglicéridos.
Contêm carotenóides, que são pigmentos que lhes conferem a sua tonalidade amarela ou laranja e os protegem dos danos causados pelo sol. Os carotenóides podem atuar como antioxidantes e agentes anti-inflamatórios que podem prevenir a oxidação e a acumulação de colesterol LDL. Também contêm poliaminas, que são moléculas que ajudam a crescer e a reparar as células. As poliaminas podem regular a síntese e a degradação das gorduras no fígado e impedir a elevação dos triglicéridos, que são gorduras que podem aumentar o risco de doença cardíaca.
Perfil nutricional do feijão verde.
| Nutriente (porção de 100 gramas) | Quantidade | Valor Diário |
| Energia | 31 kcal | 1.5% |
| Proteína | 1.83 g | 3% |
| Lípidos totais (gordura) | 0.22 g | 1% |
| Hidratos de carbono, por diferença | 6.97 g | 5.4% |
| Fibra alimentar total | 2.7 g | 8% |
| Açúcares, total incluindo NLEA | 3.26 g | – |
| Minerals | ||
| Cálcio, Ca | 37 mg | 3% |
| Ferro, Fe | 1,03 mg | 6% |
| Magnésio, Mg | 25 mg | 6% |
| Fósforo, P | 38 mg | 3% |
| Potássio, K | 211 mg | 4% |
| Sódio, Na | 6 mg | 0.4% |
| Zinco, Zn | 0,24 mg | 2% |
| Cobre, Cu | 0,069 mg | 6% |
| Manganês, Mn | 0,216 mg | 9% |
| Selénio, Se | 0,6 µg | – |
| Vitaminas | ||
| A Vitamina C, ácido ascórbico total | 12,2 mg | 14% |
| Tiamina | 0,082 mg | 7% |
| A riboflavina | 0,104 mg | 8% |
| A niacina | 0,734 mg | 5% |
| Ácido pantoténico | 0,225 mg | 5% |
| Vitamina B-6 | 0,141 mg | 8% |
| Folato, total | 33 µg | 8% |
| Colina, total | 15,3 mg | |
| Vitamina A, RAE | 35 µg | 4% |
| Caroteno, beta | 379 µg | 3% |
| Vitamina A, UI | 690 UI | |
| Vitamina E (alfa-tocoferol) | 0,41 mg | 3% |
| Vitamina K (filoquinona) | 43 µg | 36% |
| Antioxidantes | ||
| Luteína + zeaxantina | 640 µg | |
| Kaempferol | 0,5 mg | |
| Miricetina | 0.1 mg | |
| Quercetina | 2,7 mg |
O feijão verde é uma boa fonte de hidratos de carbono complexos. Uma chávena de feijão verde tem quatro gramas de amido, o que lhe dá energia rápida. Também tem quase três gramas de fibra, o que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, a manter-se saciado durante mais tempo e a apoiar a saúde intestinal.
O feijão verde é naturalmente isento de gordura, o que o torna uma óptima escolha para controlar o peso. Uma chávena de feijão verde tem apenas 0,2 gramas de gordura, o que é insignificante.
Uma chávena de feijão verde tem apenas 31 calorias, o que representa menos de 2% da sua ingestão diária de calorias. Destas calorias, 77% provêm de hidratos de carbono, 19% de proteínas e 5% de gorduras.
No entanto, tenha cuidado com a forma como cozinha e serve o feijão verde, uma vez que alguns métodos podem acrescentar-lhe gordura extra. Por exemplo, se os cobrir com manteiga ou queijo, ou se os transformar numa caçarola com natas e cebolas fritas, pode aumentar significativamente o teor de gordura e de calorias.

O feijão verde pode ser uma boa escolha para fazer dieta, pois pode ajudá-lo a sentir-se cheio e satisfeito com menos calorias. Podem também fornecer-lhe nutrientes essenciais de que o seu corpo necessita para funcionar bem. No entanto, deve ter cuidado com a forma como prepara e consome o feijão verde, uma vez que alguns métodos podem adicionar mais gordura, sódio ou açúcar.
Por exemplo, o feijão verde enlatado pode conter muito sódio, pelo que deve lavá-lo e escorrê-lo antes de o consumir.
Também deve evitar adicionar manteiga, queijo, natas ou cebolas fritas ao feijão verde, uma vez que podem aumentar o teor de calorias e gordura. Em vez disso, pode cozer a vapor, ferver ou saltear o feijão verde com um pouco de alho, sumo de limão ou ervas aromáticas para um acompanhamento saudável e saboroso.
O feijão verde contém algumas proteínas. Uma chávena de feijão verde tem quase dois gramas de proteínas, o que não é muito, mas ainda assim contribui para as suas necessidades diárias.
Têm uma boa quantidade de vitamina K, uma vitamina lipossolúvel que ajuda na coagulação do sangue e na saúde dos ossos. Também têm alguma vitamina C, no entanto, a vitamina C é sensível ao calor. Após a cozedura, a quantidade de vitamina C restante será insignificante.
Resumo.O feijão verde é uma boa fonte de vitamina K e de hidratos de carbono complexos, contém algumas proteínas e é muito baixo em gordura e calorias.Diabetes.
Se tem diabetes, sabe como é importante ter cuidado com o que come. Tem de manter os seus níveis de açúcar no sangue sob controlo e evitar alimentos que os possam aumentar. De facto, alguns vegetais podem ajudá-lo a gerir melhor a sua diabetes. Um deles é o feijão verde.
O feijão verde é um dos melhores vegetais para a diabetes porque tem muitos benefícios para a sua saúde.
Têm poucas calorias, gorduras e hidratos de carbono, mas são ricos em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais. Podem ajudá-lo a perder peso, prevenir doenças cardíacas, combater o cancro e baixar os níveis de açúcar no sangue.
Em primeiro lugar, o feijão verde é pobre em hidratos de carbono, o que significa que não aumentará os seus níveis de açúcar no sangue tanto quanto outros vegetais ricos em amido, como as batatas ou o milho. O feijão verde tem apenas cerca de 7 gramas de hidratos de carbono por chávena, em comparação com 37 gramas das batatas e 29 gramas do milho. É uma grande diferença!
Em segundo lugar, o feijão verde é rico em fibras, o que é ótimo para a digestão e para o controlo do açúcar no sangue. As fibras retardam a absorção do açúcar dos alimentos para a corrente sanguínea, o que ajuda a evitar picos e quedas. A fibra também faz com que se sinta saciado durante mais tempo, o que o ajuda a comer menos e a perder peso.
O feijão verde tem cerca de 4 gramas de fibra por chávena, o que corresponde a cerca de 16% da sua dose diária recomendada.
Em terceiro lugar, o feijão verde é rico em antioxidantes, que são substâncias naturais que protegem as células dos danos causados pelos radicais livres. Os radicais livres são moléculas instáveis que podem causar inflamação, envelhecimento e doenças como o cancro e a diabetes. Os antioxidantes podem neutralizar os radicais livres e reduzir os seus efeitos nocivos. O feijão verde tem muitos tipos de antioxidantes, como ácidos fenólicos, flavonóides, lignanas e outros compostos com nomes difíceis de pronunciar.
Estes antioxidantes podem fazer coisas fantásticas pela sua saúde. Por exemplo, podem ajudar a prevenir ou retardar o crescimento de células cancerígenas no seu corpo. Podem também lutar contra bactérias, vírus, espasmos e inflamações. Alguns estudos demonstraram que o feijão verde pode reduzir o risco de cancro da mama, do cólon e da próstata, uma vez que possui quantidades elevadas de clorofila, amido resistente, fibra alimentar solúvel e insolúvel e compostos fenólicos.
Estes feijões têm também um baixo índice glicémico. O índice glicémico (IG) do feijão verde é de 32, o que é considerado baixo de acordo com as normas da Associação Americana de Diabetes. A título indicativo, os alimentos de baixo índice glicémico são aqueles que têm um IG de 55 ou inferior. A carga glicémica (GL) do feijão verde também é baixa, igual a 2,1. Os alimentos com baixo IG e GL podem ajudar as pessoas com diabetes a gerir os seus níveis de açúcar no sangue e a evitar picos e quedas.
No presente estudo (Ezzat et al., 2022), os cientistas estudaram a forma como o feijão verde pode melhorar a saúde dos ratos diabéticos. Também analisaram a forma como o feijão verde pode trabalhar em conjunto com células estaminais para regenerar o pâncreas, que é o órgão que produz insulina. Injectaram células estaminais em alguns ratos diabéticos, que são células que se podem transformar em diferentes tipos de células no corpo.
Extraíram os compostos naturais do feijão verde utilizando etanol. Descobriram que os compostos do feijão verde aumentavam o nível de insulina no sangue em 4,4 vezes quando combinados com células estaminais. Isto significa que os compostos do feijão verde ajudaram as células estaminais a instalarem-se no pâncreas e a transformarem-se em células produtoras de insulina.
Os compostos do feijão verde reduziram igualmente os níveis de malondialdeído, óxido nítrico, colesterol e triglicéridos no sangue, que são indicadores de stress oxidativo e de risco cardiovascular. Os compostos do feijão verde também aumentam o nível de HDL, que é o bom colesterol que protege as artérias.
Testaram os seus efeitos em duas enzimas que estão envolvidas na digestão: a lipase pancreática e a α-amilase. A lipase pancreática decompõe as gorduras, enquanto a α-amilase decompõe os amidos.
Descobriram que os compostos do feijão verde inibiam ambas as enzimas, mas mais fortemente a lipase pancreática. Isto significa que o feijão verde pode ajudar a perder peso, reduzindo a absorção de gorduras e hidratos de carbono.
Método de cozedura.
A forma como o feijão verde é cultivado e cozinhado pode afetar o seu valor nutricional e a sua capacidade antioxidante. Neste estudo (Lima et al., 2017), os cientistas compararam feijões verdes biológicos e convencionais e a forma como estes se alteravam após diferentes métodos de cozedura.
Verificaram que o feijão verde biológico e o convencional apresentavam algumas diferenças no seu estado inicial em bruto. O feijão verde convencional tinha mais clorofila e fenólicos totais do que o feijão verde biológico. O feijão verde biológico tem mais flavonóides do que o convencional, que são um tipo de polifenóis com propriedades anti-inflamatórias e anti-cancerígenas. As poliaminas e os carotenóides eram semelhantes nos dois tipos de feijão verde.
Os feijões verdes biológicos também tinham uma maior capacidade antioxidante do que os feijões verdes convencionais, o que significa que podiam eliminar mais radicais livres.
O estudo também analisou a forma como os diferentes métodos de cozedura alteravam o níveis destes nutrientes e antioxidantes. Utilizaram três métodos: cozedura, aquecimento por micro-ondas e cozedura sob pressão.
A cozedura aumentou o teor de carotenóides (β-caroteno, luteína e zeaxantina) em todos os tipos de feijão verde.
O aquecimento por micro-ondas aumentou um pouco mais alguns compostos polares, que são moléculas que se dissolvem na água, enquanto a cozedura sob pressão aumentou os carotenóides. Estes resultados sugerem que diferentes métodos de cozedura podem afetar a cor e a qualidade do feijão verde.
Mas o que dizer da capacidade antioxidante do feijão verde?
Verificaram que todos os extractos de feijão verde reduziam os radicais livres, independentemente do método de cultivo ou de cozedura. No entanto, a cozedura no micro-ondas, tanto no feijão verde biológico como no convencional, apresentou a maior redução, indicando uma maior disponibilidade de antioxidantes com este tipo de tratamento térmico.
Alimentos com baixo teor de FODMAP.
O baixo FODMAP A dieta faz parte da terapia para as pessoas com SII e SIBO. Se está a seguir uma dieta baixa em FODMAP, pode estar a perguntar-se se eles também são bons para o seu intestino. Afinal de contas, alguns vegetais podem ser complicados no que diz respeito aos FODMAPs, e não quer desencadear quaisquer sintomas desagradáveis.
Então, o feijão verde tem baixo teor de FODMAP? A resposta é sim, desde que se mantenha o tamanho recomendado das porções. Pode saborear até 100 gramas de feijão verde sem se preocupar com os FODMAPs. Isso é cerca de uma mão cheia ou uma pequena chávena destes deliciosos feijões.
O feijão verde contém pequenas quantidades de frutanos e GOS, que são dois tipos de FODMAPs que podem causar inchaço, gases e dor em algumas pessoas. Se comer mais de 100 gramas de feijão verde, pode acabar por ingerir mais FODMAPs do que o seu corpo consegue aguentar.
Embora o feijão verde seja geralmente de baixo teor de FODMAP, há alguns aspectos a que deve estar atento quando o come.
- Evite comer muitos feijões verdes de uma só vez. Como já foi referido, o feijão verde contém alguns FODMAPs que podem aumentar se comer mais de 100 gramas. Para evitar isso, meça o tamanho da sua porção antes de comer, e não volte para comer segundos.
- Evite comer feijão verde que tenha sido cozinhado com ingredientes ricos em FODMAP. Alguns dos culpados mais comuns são o alho, a cebola, as natas, o queijo, o mel ou os frutos secos. Estes ingredientes podem aumentar o teor de FODMAP do feijão verde e causar problemas digestivos. Se estiver a comer fora ou em casa de outra pessoa, pergunte como foi preparado o feijão verde e evite-o se contiver algum ingrediente com elevado teor de FODMAP.
- Evite comer feijão verde enlatado ou congelado que tenha açúcares adicionados ou conservantes. Estes aditivos podem também aumentar o teor de FODMAP do feijão verde e torná-lo menos saudável. Verifique sempre o rótulo antes de comprar feijão verde enlatado ou congelado e procure aqueles que têm apenas feijão verde e água como ingredientes.
Gases e inchaço.
O feijão verde é um tipo de leguminosa, mas é diferente dos outros feijões em termos de produção de gás. Os feijões verdes não estão completamente maduros e têm menos amido resistente do que os feijões completamente maduros.
Amido resistente é um tipo de amido que escapa à digestão no intestino delgado e chega ao cólon, onde pode alimentar as bactérias benéficas. O amido resistente pode ter muitos benefícios para a saúde, como a redução dos níveis de açúcar e colesterol no sangue, a melhoria da sensibilidade à insulina e o aumento da saciedade e do controlo de peso. Também cria gases e inchaço como efeito secundário.
O feijão verde tem menos fibras e hidratos de carbono, o que significa que é menos provável que provoque fermentação e gases no intestino grosso.
No entanto, isto não significa que o feijão verde seja completamente isento de gases.
O feijão verde contém ainda alguma fibra e lectinasque são proteínas que se podem ligar aos hidratos de carbono e dificultar a digestão. Por isso, algumas pessoas podem ainda sentir gases e inchaço depois de comer feijão verde, especialmente se comerem demasiado ou tiverem um intestino sensível.
Para reduzir os gases e o inchaço causados pelo feijão verde, pode experimentar algumas destas dicas:
- Ponha o feijão verde de molho em água durante 4-6 horas antes de o cozinhar. Isto dará início a um processo de germinação que removerá uma certa quantidade de antinutrientes, como as lectinas, e torná-los-á mais fáceis de digerir.
- Cozinhe bem o feijão verde até ficar macio e tenro. Isto também pode ajudar a decompor algumas das lectinas e fibras.
- Mastigue bem o feijão verde antes de o engolir. Isto pode ajudar a saliva e as enzimas digestivas a iniciar o processo de digestão e a reduzir a carga de trabalho do intestino.
- Evite comer feijão verde com alimentos que possam aumentar a produção de gases, como alho, cebola, brócolos, couve-flor, repolho ou produtos lácteos.
Se tem tendência para gases e inchaço, pode querer limitar a ingestão de feijão verde ou seguir as dicas acima para evitar o desconforto.
Muitas pessoas preferem a textura estaladiça e estaladiça dos feijões frescos, especialmente em saladas, em vez dos feijões enlatados, que são cozinhados e macios. Para além disso, o feijão verde enlatado perde frequentemente a sua cor verde vibrante e fica com um aspeto baço e acinzentado. No entanto, o feijão verde continua a ser um feijão.
Evite comer legumes crus, mesmo que sejam variedades não amadurecidas, como o feijão verde.
Quais são os efeitos secundários do feijão verde?
O feijão contém alguns compostos que podem afetar a digestão e o metabolismo, ou causar inflamação. Estes compostos são chamados inibidores de enzimas, lectinas, fitatos e oligossacáridos. Podem ter efeitos bons e maus no seu corpo, dependendo da quantidade que ingere e da forma como o prepara. Deixe-me explicar.
Os inibidores enzimáticos são substâncias que podem bloquear ou abrandar a atividade das enzimas, que são proteínas que ajudam a digerir e a utilizar os alimentos que ingerimos.
Estes inibidores enzimáticos podem ajudar a baixar os níveis de açúcar no sangue e de insulina, atrasando a decomposição e a absorção dos hidratos de carbono. Podem também ajudá-lo a sentir-se mais cheio e a comer menos, aumentando a saciedade e a plenitude. Podem também ajudar a prevenir ou gerir a obesidade, a diabetes e a síndrome metabólica, melhorando a sensibilidade à insulina e a tolerância à glucose.
Por outro lado, podem também interferir com a digestão e absorção de proteínas e outros nutrientes, bloqueando as enzimas que os decompõem.
As lectinas são proteínas que podem aderir aos hidratos de carbono na superfície das células e afetar o seu funcionamento. Alguns feijões têm lectinas que se podem ligar às células dos vasos sanguíneos, do intestino ou do sistema imunitário.
Estas lectinas podem ser boas ou más para si. Por um lado, podem ajudá-lo a baixar a sua tensão arterial e os seus níveis de colesterol, ligando-se a receptores nas paredes dos vasos sanguíneos e melhorando a sua elasticidade e permeabilidade. Podem também ajudar a combater as infecções, ligando-se a agentes patogénicos (como bactérias ou vírus) e impedindo-os de se fixarem nas células. Podem também ajudá-lo a modular o seu sistema imunitário, estimulando ou suprimindo a atividade de determinadas células imunitárias.
Por outro lado, podem também interferir com a absorção de nutrientes, ligando-se a eles e impedindo-os de entrar nas células. Podem também causar problemas intestinais, como náuseas, vómitos, diarreia ou hemorragias, danificando o revestimento do estômago ou dos intestinos. Podem também causar reacções alérgicas ou inflamação, activando o sistema imunitário ou desencadeando a libertação de citocinas.
Os fitatos são compostos que se podem ligar aos minerais (como o cálcio, o ferro, o zinco, o magnésio, etc.) e formar complexos insolúveis que não podem ser absorvidos pelo organismo. Alguns feijões têm fitatos que podem reduzir a disponibilidade de minerais na sua dieta.
Estes fitatos podem ser bons ou maus para si. Por um lado, podem ajudar a prevenir ou tratar cálculos renais, osteoporose e cancro, reduzindo a formação de cristais, prevenindo a perda óssea e inibindo o crescimento de tumores.
Por outro lado, podem também interferir com a absorção de minerais, ligando-se a eles e impedindo-os de entrar nas células.
É possível reduzir ou eliminar completamente todos estes antinutrientes, demolhando ou germinando primeiro o feijão e depois cozendo-o antes de o consumir. Estes métodos podem desativar ou eliminar a maioria dos fitatos, todas as lectinas e a maioria dos inibidores enzimáticos do feijão, tornando-o mais digerível e nutritivo.
Um outro efeito secundário que tenho de mencionar são as alergias. As alergias às leguminosas, que incluem o feijão, as ervilhas e as lentilhas, não são muito comuns, mas existem. E entre as leguminosas, as ervilhas e as lentilhas são mais susceptíveis de provocar reacções alérgicas do que o feijão verde. Mas isso não significa que o feijão verde seja completamente seguro. Foram registados pelos médicos alguns casos de alergia ao feijão verde. Os cientistas descobriram mesmo uma das proteínas do feijão verde que pode desencadear uma reação alérgica (Zoccatelli et al., 2010).
Mas não se preocupe demasiado. A alergia ao feijão verde é muito rara, e a maioria das pessoas pode desfrutar deste vegetal saudável e delicioso sem qualquer problema.
Perguntas Frequentes
Referências:
- Cisneros-Zevallos, L., & Minatel, I. O. (2017). Os processos de cozimento aumentam os compostos bioativos em feijão verde orgânico e convencional. Revista internacional de ciências alimentares e nutrição, 68(8), 919-930. https://doi.org/10.1080/09637486.2017.1324563
- Ezzat, S. M., Abdel Rahman, M. F., Salama, M. M., Mahrous, E. A., & El Bariary, A. (2022). Metabólitos não polares do feijão verde (Phaseolus vulgaris L.) potenciam a atividade antidiabética das células estaminais mesenquimais na diabetes induzida por estreptozotocina em ratos. Journal of food biochemistry, 46(2), e14083. https://doi.org/10.1111/jfbc.14083
- Zoccatelli, G., Pokoj, S., Foetisch, K., Bartra, J., Valero, A., Del Mar San Miguel-Moncín, M., Vieths, S., & Scheurer, S. (2010). Identificação e caraterização do alergénio principal do feijão verde (Phaseolus vulgaris) como uma proteína de transferência de lípidos não específica (Pha v 3). Molecular Immunology, 47(7-8), 1561-1568. https://doi.org/10.1016/j.molimm.2010.01.009
- Chaurasia, S. (2020). Feijão verde. Em Elsevier eBooks (pp. 289-300). https://doi.org/10.1016/b978-0-12-812780-3.00017-9
- Aquino-Bolaños, E. N., Garzón-García, A. K., Alba-Jiménez, J. E., Chávez-Servia, J. L., Vera-Guzmán, A. M., Carrillo-Rodríguez, J. C., & Santos-Basurto, M. A. (2021). Caracterização físico-química e potencial funcional de Phaseolus vulgaris L. e Phaseolus coccineus L. Landrace Green Beans. Agronomia, 11(4), 803. https://doi.org/10.3390/agronomy11040803
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Milos Pokimica é médico de medicina natural, nutricionista clínico, escritor de saúde e nutrição médica, e conselheiro em ciências nutricionais. Autor da série de livros Go Vegan? Revisão de Ciênciaopera também o website de saúde natural GoVeganWay.com
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Scientists have discovered a compound that transforms a natural muscle-repair protein into a more powerful version dubbed “Super HGF,” more than doubling its ability to bind to a key receptor while protecting it from age-related chemical damage. The breakthrough, supported by early mouse experiments, could eventually help combat muscle loss and preserve strength as people age.
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Scientists propose that the brain’s mysterious cross-wiring, which connects each hemisphere to the opposite side of the body, may have originated more than 500 million years ago in the visual systems of ancient fish. Rather than evolving for a specific advantage, this unusual arrangement may simply be a legacy of evolution building new brain circuits on an ancient foundation.
- Permanent daylight saving time has a dark side, scientists warnon Novembro 4, 2026
A new study warns that permanent daylight saving time could force American children to make at least 2 billion additional school commutes in darkness, potentially increasing safety risks and disrupting their biological clocks. Researchers found that fatal crashes involving school-aged pedestrians were roughly twice as likely during dark mornings as after sunrise.
- AI helps Stanford scientists discover a “natural Ozempic” with a surprising advantageon Novembro 4, 2026
Stanford researchers have discovered an AI-identified natural molecule that dramatically suppresses appetite and promotes fat loss in animals, potentially offering an Ozempic-like weight-loss treatment without common digestive side effects or significant muscle loss. Called BRP, the molecule reduced food intake by up to 50% and targets a different brain pathway, raising hopes for a more precise obesity treatment if future human trials prove successful.
- Gene editing could replace a lifetime of medication, but there’s a catchon Novembro 4, 2026
A single gene-editing treatment could someday protect against heart disease, high cholesterol, and other common conditions for decades, potentially replacing lifelong medications. But scientists warn that permanently altering genes introduces risks that could take years to emerge, making long-term safety a critical challenge.
- Scientists trick cancer cells into making the drugs that kill themon Novembro 4, 2026
Scientists have developed a promising new cancer-fighting strategy that uses carbon monoxide naturally produced by tumor cells to manufacture powerful drugs inside the cancer cells themselves. Early laboratory experiments suggest the technique could selectively attack cancer while sparing healthy cells, potentially paving the way for safer chemotherapy alternatives.
- Kids who eat more ultra-processed foods show a troubling brain responseon Novembro 4, 2026
A new study suggests that ultra-processed foods may influence children’s developing brains in ways that encourage weight gain. Researchers from USC studied 46 children ages 7 to 10 and found that those who ate more ultra-processed foods showed stronger activity in the brain’s reward system when viewing tempting foods like cookies and French fries. These heightened brain responses were linked to greater increases in body fat and body mass index (BMI) one year later, suggesting that the brain’s […]
PubMed, #vegan-dieta –
- Food and nutrition literacy, knowledge of potentially critical nutrients, and information sources among vegan women of reproductive age in Austria: A cross-sectional surveyon Novembro 3, 2026
BackgroundPlant-based diets have become popular worldwide especially among women and younger people. Recommendations for well-balanced vegan diets are available, but the risk of nutrient deficiencies among strict vegans is of particular concern, especially among children and pregnant or breast-feeding women.ObjectivesThe aim of this study was to compare food and nutrition literacy, knowledge of selected potentially critical nutrients, and sources of nutritional information between a […]
- Food categories contributions to energy and nutrient intakes among youth adhering to vegan, lacto-ovo-vegetarian, pescatarian or omnivorous dietson Outubro 31, 2026
CONCLUSION: The more animal-sourced food categories that were excluded from the diet, the more youths’ relied on cereals and grain products, meat analogs, dairy alternatives (fortified), and legumes as sources of energy and nutrients. Particular attention to vitamin D, B(12), selenium, and calcium (vegans only) and their food sources may be needed when planning vegan and lacto-ovo-vegetarian diets.
- Generational Adherence to Vegetarian Diets in the Loma Linda Blue Zone and Surrounding Areas: A Cross-Sectional Study Between Adventist and Non-Adventist Populationson Outubro 30, 2026
Blue Zones, such as Loma Linda, are characterized by exceptional longevity and plant-based diets linked to lower body mass index (BMI) and improved metabolic health. However, shifting lifestyle patterns among younger generations may threaten these historic health advantages. This cross-sectional study surveyed 615 adults in the Loma Linda Blue Zone area and surrounding communities to examine dietary patterns, assess generational adherence to vegetarian diets, and evaluate differences in…
- Differences in Serum Cytokine Profiles Between Vegetarians and Omnivores: Exploratory Assessment of Dietary Factorson Outubro 27, 2026
Background/Objectives: Evidence suggests that plant-based diets are associated with reduced risk of chronic inflammatory diseases and lower circulating C-reactive protein (CRP) levels. However, associations with other inflammatory biomarkers, including interleukins (ILs), tumor necrosis factors (TNFs), interferons (IFNs), and chemokines, remain limited and inconclusive. This study compared multiple serum cytokine and chemokine levels between healthy vegetarians and omnivores. Methods: 160…
- Beyond Protein Restriction: Comparative eADI-17-Estimated Anti-Inflammatory Profiles of Four Renal Dietson Outubro 27, 2026
CONCLUSIONS: The eADI-17-estimated anti-inflammatory potential of renal diets depends on the overall dietary pattern and does not necessarily improve with greater protein restriction. Because eADI-17 is an indirect food-based index and inflammatory biomarkers were not measured, these findings are hypothesis-generating and require validation in studies of actual intake, biomarkers, and clinical outcomes.
Publicações Aleatórias -
Posts Em Destaque –
Últimas do PubMed, #dieta baseada em vegetais –
- Metabolomic Signatures of Healthy Dietary Patterns Associated With Lower Risk of Age-Related Macular Degenerationpor Haemin Kang on Novembro 4, 2026
CONCLUSIONS: Metabolomic signatures of healthy dietary patterns are associated with lower odds and reduced structural severity of AMD. Further longitudinal studies are warranted to validate these findings.
- The impact of replacing dairy products with plant-based dairy alternatives on iodine and other micronutrients: a modelling study and evaluation of policy options to support population intakepor Katie Nicol on Novembro 4, 2026
BACKGROUND: Consumption of plant-based dairy alternatives (PBDAs) has increased as populations adopt more sustainable diets. However, PBDAs are often not fortified with key nutrients found in dairy products, particularly iodine. Iodine is essential for thyroid function and neurodevelopment, with increased importance during pregnancy, infancy, and adolescence. Iodine is often supplemented to cattle via feed, resulting in dairy products being a rich source. We assessed the impact of partly…
- Healthy and unhealthy plant-based diet quality and whole-brain imaging-derived phenotypes: an imaging-wide association studypor Boding Wang on Novembro 3, 2026
CONCLUSIONS: Unhealthy plant-based diet quality was associated with broad structural and white-matter imaging signatures that were substantially more numerous than those observed for healthy plant-based diet quality and remained evident after mutual adjustment for hPDI. Higher uPDI was associated with greater normalized grey-matter volume and higher fornix fractional anisotropy, a direction that was contrary to expectations based on prior literature. The findings from the overall PDI further…
- Food and nutrition literacy, knowledge of potentially critical nutrients, and information sources among vegan women of reproductive age in Austria: A cross-sectional surveypor Martina Gaggl on Novembro 3, 2026
BackgroundPlant-based diets have become popular worldwide especially among women and younger people. Recommendations for well-balanced vegan diets are available, but the risk of nutrient deficiencies among strict vegans is of particular concern, especially among children and pregnant or breast-feeding women.ObjectivesThe aim of this study was to compare food and nutrition literacy, knowledge of selected potentially critical nutrients, and sources of nutritional information between a […]
- Beyond protein quantity: in vitro assessments of sex- and age-related differences in the digestibility of animal- and plant-based proteinspor Leehen Mashiah on Novembro 3, 2026
The shift toward sustainable plant-based diets calls for protein-quality assessments of processed foods that account for consumer-oriented differences in digestion. This study evaluated in vitro protein digestibility and Digestible Indispensable Amino Acid Ratios (DIAAR) of six animal- and plant-based protein sources across three digestively distinct physiologies: adult male (consensus benchmark), adult female (capturing sex-specific gastric pH and bile profiles), and senior (70+ years,…
- Personalized Nutrition for Immune Optimization: A Nutrigenetic Approach to the Peripheral Blood Mononuclear Cell Responsepor Akash Kishor Rokade on Novembro 1, 2026
Personalized nutrition, guided by nutrigenetic insights, is a promising strategy for optimizing immune function through targeted dietary interventions. Peripheral blood mononuclear cells (PBMCs), comprising lymphocytes and monocytes, serve as a dynamic model for investigating gene-diet interactions because of their sensitivity to nutritional and genetic influences. This review aimed to synthesize current reports on the interplay between genetic variation, dietary components, and PBMC […]


















