Arsénio de Exposição e Consumo de Carne - O "Veneno"," Livre de Aves Ato
Nos EUA, mais de três quartos da exposição ao arsénico provém de produtos animais e principalmente de galinha do que de carne de vaca, porco, cachorro-quente, ovos e leite.
Milos Pokimica
Escrito por: Milos Pokimica
Revisto Clinicamente Por: Dr. Xiùying Wáng, M.D.
Actualizado em 9 de Junho de 2023A maior parte da exposição ao arsénico na dieta americana não provém do arroz, porque na dieta americana o arroz não é um alimento básico como na Ásia Oriental. Nos EUA, mais de três quartos da exposição ao arsénico vem de produtos animais e principalmente de frango.
A primeira menção ao arsénico na história foi na corte do Imperador Romano Nero pelo médico grego Dioscorides no primeiro século. O arsénico é uma substância perigosa porque lhe falta cor, sabor ou odor. É abundante na natureza e está facilmente disponível a todas as classes da sociedade. Porque pode ser misturado com bebidas ou alimentos e não deixa sabor ou cheiro, é uma substância ideal para utilizações sinistras. Os sintomas de envenenamento por arsénico são também difíceis de detectar porque imitam envenenamento alimentar regular e outras perturbações comuns. Em grandes doses, causa vómitos, diarreia, cólicas abdominais violentas, e morte. Com intoxicações crónicas em pequenas doses, haveria confusão, perda de força, e paralisia. Eventualmente, o trióxido de arsénico (As2O3) conhecido como arsénico branco era normalmente utilizado para envenenar pessoas com uma dose letal do tamanho de uma ervilha. O Papa Alexandre VI e o seu filho, Cesare eram, por exemplo, conhecidos envenenadores de arsénico. Papa, Alexandre VI nomeou cardeais e com privilégios e poder concedidos pela igreja, os cardeais eram encorajados a fazer o que fosse preciso para aumentar a sua riqueza pessoal. Depois, a dada altura, foram convidados a tomar uma refeição com os Borgias, que resultou na morte do cardeal. Nesse cenário, pela lei da Igreja, a propriedade dos bens cardeais reverteu para a igreja ou, por outras palavras, para o Papa, Alexandre VI, o seu carrasco. Com a sua colorida e longa história, o arsénico não é uma substância que as pessoas queiram na sua comida.
Se olharmos geograficamente para a poluição por arsénico, os EUA são o lugar mais poluído do mundo. Isto porque o arsénico é utilizado na indústria agrícola durante décadas.
Nas explorações avícolas modernas, há demasiados frangos concentrados num pequeno espaço. A maioria deles passa toda a sua vida mal se mexe. Neste tipo de condição, o estrume das galinhas é um problema para a criação de surtos de doenças infecciosas. O frango típico produz cerca de 90 quilos de estrume. Nas grandes explorações, podem existir centenas de milhares de galinhas numa única instalação. O chão destes edifícios é coberto com fezes, soja, éteres, amendoim e cascas de arroz. Para parar as infecções e prevenir doenças e promover o crescimento, a indústria avícola tem usado organoarsenicais, tais como um ácido 3-nitro-4-hidroxifenilarsónico (Roxarsone, ROX).
Devido à acumulação contínua de solo, as concentrações de arsénico no solo provenientes de aplicações a longo prazo de camas de aves de capoeira podem exceder as normas de nível de segurança. Estes compostos lixiviariam e contaminariam as águas subterrâneas que, em alguns casos, são mesmo utilizadas para consumo humano. O que é muito pior é que a cama de galinha é utilizada para aplicação em terras agrícolas e para fertilização de tanques de peixe.
Nos EUA, cerca de 90 por cento das camas de aves cheias de arsénico serão utilizadas nos campos agrícolas como fertilizante.
Então parte desse arsénico será absorvido por culturas que crescem nesse campo alterado por arsénico. A cama de aves de capoeira também tem sido utilizado como alimento para também bovinos para carne. É utilizado como matéria-prima na criação de composto de cogumelos. Durante anos, a concentração de cogumelos em arsénico tem rivalizado com o arroz. O último estudo mostrou que agora os cogumelos têm em média cerca de metade do arroz. A estimativa era que cerca de meio milhão de libras de arsénico puro eram despejadas no ambiente todos os anos nos Estados Unidos.
A FDA monitoriza o conteúdo de arsénico nas dietas dos americanos durante décadas. A concentração mais elevada é em peixes cultivados a 1,14 ppm. Os peixes são alimentados com estrume de galinha. Mesmo que se evite o peixe, foram encontradas concentrações mais baixas na maioria dos produtos alimentares analisados. O frango tem 0,08 ppm e o arroz tem 0,16 ppm. O arroz é a principal fonte de exposição ao arsénico na dieta não alimentar. Os toxicólogos da FDA argumentam que a ingestão média diária de arsénico não representa qualquer perigo para o consumidor. Tenho tendência a discordar.
O uso de pesticida arsénico nos EUA tem sido prática comum na cultura do algodão também, pelo que estados como o Mississippi e o Arkansas têm um nível de poluição mais elevado. Os pesticidas arsénicos estão agora proibidos, mas toda essa poluição ainda existe, pelo que o arroz californiano, por exemplo, tem 41% níveis mais baixos de arsénico do que o do Mississippi. A concentração de arsénico no solo pode estar no ponto em que afecta a própria planta do arroz. Existe uma desordem de toxicidade do arsénico no arroz chamada cabeça reta. Os sintomas variam desde um aumento de floretes em branco até à falha completa do grão. Para lidar com isto, a indústria criou estirpes resistentes ao arsénico. Agora, o arroz pode tomar muito mais do que anteriormente naturalmente possível, sem que surjam quaisquer problemas. A única coisa que resta para lidar com esta situação é a indústria criar agora seres humanos resistentes ao arsénico. A mesma história que a do vinho. Décadas de utilização de arsénico pesticida acumulado no solo, pelo que há uma constante e generalizada presença também no vinho americanol.
A situação hoje seria muito pior se não houvesse um estudante de bioestatística. Tudo começou em 2000, quando um estudante de bioestatística veio ao USDA em busca de um projecto para o seu mestrado. O que foi encontrado foi que o nível de arsénico no frango era três vezes superior ao das outras carnes. Embora esta fosse uma descoberta inesperada, foi-lhe logo explicado que nos EUA os antibióticos contendo arsénico são administrados às aves de capoeira para promover o crescimento, melhorar a pigmentação, e prevenir doenças. A FDA aprovou o primeiro medicamento, Roxarsone, em 1944.
Assim, enquanto os fármacos contendo arsénico eram utilizados em larga escala desde a década de 1940, o reconhecimento da exposição só foi acumulado após análise estatística dos dados. Por outras palavras, a FDA não fez nada deliberadamente. O aluno fez a publicação do seu mestrado. Depois disso, o estudo foi publicado em 2004 e ampliado em 2006.
Como o tipo de arsénico utilizado é na forma orgânica, não a forma inorgânica tóxica tornada infame no Arsénico e no Old Lace, a FDA aprovou estes medicamentos como seguros. Isto pode parecer-lhe lógico, e eu gostaria que parasse de ler e pensasse sobre isto. Como é possível que a FDA aprove medicamentos durante 70 anos que não são seguros? Se o arsénico utilizado estiver na forma orgânica não tóxica, então qual é o problema, porque é que a FDA poria em perigo o povo americano? Eles sabem o que estão a fazer e quem está a manipular quem aqui? Envenenar crianças com 300 vezes as concentrações de arsénico permitidas para quê? Lucro. Sem a aprovação do governo, nada pode acontecer.
O que acontece, neste caso, é o seguinte. Quando o arsénio orgânico é cozinhado, a cozedura altera o perfil do arsénio em arsenito e arsenato. Além disso, os micróbios presentes no estrume de galinha também alteram o arsénio para a forma inorgânica (Huang et al., 2014). Foi demonstrado que mais de 96% de Roxarsone adicionada aos alimentos para frangos foi degradada e convertida em arsenito e noutras espécies desconhecidas de As. As raízes dos vegetais podiam absorver ambas as formas de arseniato e arsenito, mas apenas o arsenito era transportado para os rebentos. Este estudo provou que as plantas absorvem o As inorgânico tóxico. O transporte do arsénio é feito da seguinte forma: Roxarsona na alimentação de ' animais ' estrume animal ' solo ' cultura.
Por causa de tudo isto "conhecimento".A Lei das Aves Sem Veneno de 2009 foi introduzida no Congresso. Mais uma vez, a Lei das Aves Sem Veneno de 2011, e mais uma vez tudo isto foi uma mentira governamental justa. Como resultado, em 2013, diferentes grupos do movimento ambiental, agricultura, segurança alimentar e saúde pública juntaram-se e entraram com uma acção judicial contra a FDA, obrigando-a a responder.
Em 2015, para evitar que o público tomasse conhecimento de todo o sistema corrupto da FDA, foi obrigado a retirar a aprovação do último dos medicamentos contendo arsénico, mantendo esta história tão silenciosa quanto possível. A má notícia para a indústria é que sem a Roxarsone a a carne de frango perderá a sua apelativa cor rosa. Uma coisa mais importante a mencionar. O estrume de galinha é utilizado para a produção de fertilizantes orgânicos. Pode ser compostado e convertido em ouro negro. O arsénico ainda lá se encontrava até 2016.
Referências:
- Huang, L., Yao, L., He, Z., Zhou, C., Li, G., Yang, B., & Deng, X. (2014). A roxarsona e seus metabólitos no esterco de galinha aumentam significativamente a absorção de espécies de As por vegetais. Quimiosfera, 100, 57-62. https://doi.org/10.1016/j.chemosphere.2013.12.074
Publicações Relacionadas
Você tem alguma dúvida sobre saúde e nutrição?
Gostaria muito de ouvir a sua opinião e responder-lhes no meu próximo post. Agradeço o vosso contributo e a vossa opinião e aguardo com expetativa a vossa resposta em breve. Convido-vos também a siga-nos no Facebook, Instagram e Pinterest para mais conteúdos sobre dieta, nutrição e saúde. Pode deixar um comentário e ligar-se a outros entusiastas da saúde, partilhar as suas dicas e experiências e obter apoio e encorajamento da nossa equipa e comunidade.
Espero que este post tenha sido informativo e agradável para si e que esteja preparado para aplicar os conhecimentos que aprendeu. Se achou este post útil, por favor partilhá-lo com os seus amigos e familiares que também possam beneficiar com isso. Nunca se sabe quem poderá precisar de alguma orientação e apoio no seu percurso de saúde.
– Você Também Pode Gostar –

Aprender Sobre Nutrição
Milos Pokimica é médico de medicina natural, nutricionista clínico, escritor de saúde e nutrição médica, e conselheiro em ciências nutricionais. Autor da série de livros Go Vegan? Revisão de Ciênciaopera também o website de saúde natural GoVeganWay.com
Medical Disclaimer
GoVeganWay.com traz comentários dos mais recentes a nutrição e a saúde relacionados com a pesquisa. As informações fornecidas representa a opinião pessoal do autor e não pretende nem implícita para ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. As informações fornecidas são apenas para fins informativos e não se destina a servir como um substituto para a consulta, o diagnóstico e/ou tratamento médico de um médico qualificado ou prestador de cuidados de saúde.NUNCA DESCONSIDERE o CONSELHO MÉDICO PROFISSIONAL OU adiar a BUSCA de TRATAMENTO MÉDICO por causa DE ALGO QUE TENHA LIDO OU ACESSADO por MEIO de GoVeganWay.com
NUNCA APLIQUE QUAISQUER MUDANÇAS de estilo de VIDA OU QUALQUER MUDANÇA COMO UMA CONSEQUÊNCIA DE ALGO QUE TENHA LIDO NO GoVeganWay.com ANTES de CONSULTORIA de LICENÇA MÉDICA.
No caso de uma emergência médica, ligue para o médico ou para o 911 imediatamente. GoVeganWay.com não recomenda ou endossa qualquer específicos, grupos, organizações, exames, médicos, produtos, procedimentos, opiniões ou outras informações que podem ser mencionadas dentro.
Escolhas do Editor -
[rank_math_breadcrumb]
Milos Pokimica é escritor especializado em saúde e nutrição e consultor em ciências nutricionais. Autor da série de livros Go Vegan? Revisão de Ciênciaopera também o website de saúde natural GoVeganWay.com
Artigos Mais Recentes –
Superior De Saúde De Notícias — ScienceDaily
PubMed, #vegan-dieta –
- Differences in Serum Cytokine Profiles Between Vegetarians and Omnivores: Exploratory Assessment of Dietary Factorson Outubro 27, 2026
Background/Objectives: Evidence suggests that plant-based diets are associated with reduced risk of chronic inflammatory diseases and lower circulating C-reactive protein (CRP) levels. However, associations with other inflammatory biomarkers, including interleukins (ILs), tumor necrosis factors (TNFs), interferons (IFNs), and chemokines, remain limited and inconclusive. This study compared multiple serum cytokine and chemokine levels between healthy vegetarians and omnivores. Methods: 160…
- Beyond Protein Restriction: Comparative eADI-17-Estimated Anti-Inflammatory Profiles of Four Renal Dietson Outubro 27, 2026
CONCLUSIONS: The eADI-17-estimated anti-inflammatory potential of renal diets depends on the overall dietary pattern and does not necessarily improve with greater protein restriction. Because eADI-17 is an indirect food-based index and inflammatory biomarkers were not measured, these findings are hypothesis-generating and require validation in studies of actual intake, biomarkers, and clinical outcomes.
- Animal vs plant-based processed foods have different effects on body weight: a secondary analysis of a randomized, cross-over trialon Outubro 23, 2026
Mediterranean and vegan diets have been extensively studied for health effects. This secondary analysis assessed animal vs plant-based processed foods. We hypothesized that greater intake of minimally processed plant foods and lower intake of animal foods, particularly processed and ultraprocessed, would be associated with lower body weight. In this randomized crossover trial, 62 overweight adults were randomized to a Mediterranean or low-fat vegan diet for 16 weeks, separated by a 4-week…
- Exploring a positive screen for eating disorders among 7,993 elite sport pupils in Sweden and its association with everyday food practices, demographics, and sportson Outubro 23, 2026
CONCLUSIONS: Our findings underscore the importance of better support to prevent, identify, and address problematic eating behaviours in the elite sport schools, as well as implementing time-saving efforts. Eating disorders can harm athletes’ health and their performance in sports. Negative effects can also come from not eating enough food because of poor eating habits or practical difficulties with food and meals. Up until now, no large studies focusing on eating and health among pupils at…
- Common questions and misconceptions about diets: what does the scientific evidence really show?on Outubro 15, 2026
The study of diet and nutrition is often filled with numerous myths and misconceptions. A Google Scholar search of “diets health” yields over 4 million results. This review examines frequently asked questions about diets and dietary habits. These questions include the following: 1) Is a caloric surplus necessary for building skeletal muscle? 2) Is it possible to lose body mass or fat mass without caloric restriction? 3) Is intermittent fasting better than chronic caloric restriction for […]
Publicações Aleatórias -
Posts Em Destaque –
Últimas do PubMed, #dieta baseada em vegetais –
- Colobine gut microbiome vulnerability to captivity: a meta-analysis of herbivorous primatespor Marta Todó-Llorens on Outubro 28, 2026
CONCLUSIONS: Captivity alters the gut microbiota of colobine primates, affecting microbial diversity and core fibre-fermenting taxa important for gastrointestinal health. However, adjusted alpha-diversity models revealed substantial confounding by study, species, and methodological variables, indicating that diversity effects should be interpreted cautiously. Their specialised folivorous diet and foregut-fermenting physiology appear to produce a highly efficient yet fragile microbial […]
- Low-glycemic index functional flour modulates gut microbiota in association with anti-obesity effects in micepor Aijun Tong on Outubro 28, 2026
CONCLUSION: These findings suggest that the low-GI functional flours, particularly R3, improve metabolic health in obese mice, accompanied by modulation of gut microbiota and short-chain fatty acids (SCFAs) production. However, given the correlational nature of the current data, causal relationships need to be confirmed through further mechanistic studies, such as fecal microbiota transplantation. Overall, R3 represents a promising dietary intervention for obesity management.
- Maternal and childhood plant-based diets with brain morphology and cognitive performance in adolescencepor Hong Sun on Outubro 28, 2026
CONCLUSIONS: Our findings suggest that plant-based diet quality during early pregnancy and childhood shows distinct associations with brain morphology and cognitive performance up to adolescence, although the clinical and developmental relevance of the observed differences should be further investigated.
- Association Between Animal-to-Plant Protein Intake and Low Skeletal Muscle Mass Among Lebanese Older Adultspor Cynthia El Hajj on Outubro 27, 2026
CONCLUSIONS: Higher intakes of both animal- and plant-source protein were associated with lower odds of low skeletal muscle mass among Lebanese older adults. Animal-source protein showed a somewhat stronger association than plant-source protein in the present analysis. However, because of the cross-sectional design, these findings should be interpreted as associations and do not establish causality. Longitudinal and intervention studies are needed to clarify whether dietary protein source…
- Social Dynamics Are Associated with Plant-Based Dietary Consumption Patterns Among Rural Adults in the U.Spor Sevda Alvirdizadeh on Outubro 27, 2026
CONCLUSIONS: These results suggest social relationships have complex and gendered roles in shaping PBD among rural residents in the United States.
- Dietary Fibre in Pea Cotyledon Used as a Protein Source Provides Multidimensional Protection Against Colonic Protein Putrefactionpor Suman Sunita Mishra on Outubro 27, 2026
Background/Objectives: Substitution of plant-based for animal-based protein sources has been recommended to reduce global non-communicable disease burdens, including colorectal cancer. Objective: The goal of this study was to determine possible ways that pea cotyledon may modulate hindgut concentrations of protein putrefaction products implicated in colorectal cancer by comparing diets based on casein, meat or pea cotyledon in a rat model. Method: Rats (n = 8 per treatment) were fed for 9 […]































